8 de março de 2022

8 de março: mulheres de diferentes gerações respondem o que ainda desejam conquistar ao longo dessa caminhada

Dia Internacional da Mulher é um momento de reflexão sobre a luta e as conquistas das mulheres, principalmente por igualdade e respeito ao longo da história; é um dia de celebrar algumas vitórias alcançadas e as que ainda estão por vir.

Para homenagear esse dia tão representativo, o Refresh bateu um papo com mulheres de diferentes gerações e áreas, exemplos que admiramos e acreditamos serem ícones de luta.

Nos depoimentos, elas respondem o que ainda desejam conquistar ao longo dessa caminhada. Vamos lá? O protagonismo é delas!

Foto: Arquivo pessoal

Ceres Vasconcelos, arquiteta

“Todos os dias tenho algo para conquistar, principalmente o equilíbrio interior que me conecta a vários caminhos, entre eles o do autoconhecimento. Quero escrever um livro… ajudar as pessoas com as minhas experiências vividas.”

Foto: Arquivo pessoal

Laura Simões, recepcionista

“Como mulher, preciso de mais oportunidades pra fazer as coisas que eu quiser, como qualquer um.”

Foto: Arquivo pessoal

Roberta Queiroz, empresária

“Eu me sinto muito grata por tudo o que conquistei até hoje. Para a mulher, a independência financeira e a emocional são extremamente importantes. O que eu gostaria de conquistar ainda mais é o conhecimento sobre o mundo, raças e povos diferentes, pois acredito que o isso traz mais consciência humana, mais sabedoria. Assim, a gente aprende novas maneiras de viver de forma mais responsável, igualitária e progressista.”

Foto: Arquivo pessoal

Suham Torres, artista plástica e dançarina

“A cada dia que acordo já uma grande conquista. Como mulher trans de 70 anos, viver em um país onde mais se mata mulheres trans – a nossa expectativa de vida ainda é de 35 anos -, todo dia é um novo celebrar. Apesar de ter sido excluída do convívio de alguns familiares e instituições, como a religiosa, eu sou feliz. Ainda continuo “em terra firme” e isso é uma grande conquista.”

Foto: Gustavo Boroni

Tamylka Viana, atriz e comunicadora

“Como mulher, ainda preciso conquistar o direito de ser mulher. O poder de ir e vir sem ser interrompida ou importunada. As pessoas, de um modo geral, ainda precisam aprender a nos respeitar e é por isso que nossa luta é tão constante e diária.

A sociedade está estruturada de uma maneira que não nos favorece. Enquanto mulher negra, preciso conquistar o direito de ser vista, ouvida, amada, valorizada seja onde for, alçando os voos que eu escolho para mim.

Sou muito grata a todas as mulheres que me trouxeram até aqui e que dão a mim esse poder de fala, mas ainda temos muito o que conquistar.”

Foto: Arquivo pessoal

Luiza Camargo, modelo

“Como mulher, o que ainda tenho a conquistar é liberdade. Na teoria nós, mulheres, a temos, mas na prática eu não consigo exercer 100% a minha liberdade de ir e vir sem ter medo – como, por exemplo, ao fazer uma viagem de ônibus ou avião e dormir sem me preocupar com quem possa estar ao meu lado, ou fazer um trajeto sozinha à noite em paz, sem ter receio de usar uma roupa x…  isso interfere totalmente na minha liberdade.

Sinto que a liberdade feminina ainda é uma utopia; ela ‘existe’, mas não conseguimos usufruir dela, pelo menos não tanto quanto os homens conseguem.”

Foto: Acervo pessoal

Lyndys Tereza, influencer

“Ainda que eu tivesse nascido no corpo de um homem, eu seria uma mulher. É visceral e transformador a força que temos.

Olho para a Lyndys menina de ontem e agradeço por todos os caminhos que ela percorreu para que hoje a Lyndys mulher se sinta orgulhosa e honrada.

Ainda temos muito a trilhar, muito a conquistar, os sonhos da Lyndys mulher vão além da entrega profissional e materna. Nem sempre o caminho é fácil, mas na maior parte é gratificante.”

Foto: Acervo pessoal

Rafaela Barboza, modelo

“As coisas que ainda quero conquistar são inúmeras mas, em especial, o respeito e a equidade para nós, mulheres, dentro dessa sociedade machista e patriarcal!”

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