7 de novembro de 2022

Modelo alagoano na campanha da Gucci. Saiba mais!

Miguel Miranda foi convidado pela Gucci para participar de uma sessão de fotos para a Vogue sobre a potência da coletividade e juventude brasileira

Por Kaká Marinho

O alagoano Miguel Miranda, de 22 anos, está na campanha da grife italiana Gucci, veiculada na revista Vogue. A edição se inspirou na potência da coletividade e juventude brasileira, e foi justamente essa temática que deu match com a escolha do modelo autêntico e estiloso, que vive hoje uma trajetória de sonho e libertação.

A propósito, enquanto batíamos um papo para esta entrevista exclusiva, Miguel se preparava para embarcar rumo ao casting do SPFW, na capital paulista. Representado pela Way Model, o alagoano foi clicado para o ensaio da Vogue por ninguém menos que Hick Duarte, responsável por assinar vários trabalhos com a Gucci no Brasil.“Quando fui convidado para fotografar essa história, o ponto de partida era ilustrar o poder do coletivo. Uma turma autêntica, contemporânea, em que cada pessoa tivesse sua imagem elevada e potencializada a partir das roupas (collab adidas x Gucci)”, afirmou Hick Duarte para a Vogue. “A ideia era misturar modelos com pessoas que não necessariamente tivessem essa profissão, mas que se destacassem por um estilo próprio“, enfatizou o fotógrafo, responsável pelo casting da campanha.

Miguel é, sem dúvidas, uma pessoa que não reproduz padrões; seu estilo se expressa, se sobressai. O Refresh já teve a chance, inclusive, de fotografar o modelo há dois anos para um editorial para a Club Lyon, assinado por Thomaz Japiassú, e tamanha bossa cheia de autoralidade não vem de hoje.

Confira entrevista exclusiva a seguir. 

Quais as características que você acredita terem chamado a atenção para a campanha da Gucci?

A ideia inicial do projeto era que a matéria retratasse 22 jovens de personalidades e estéticas completamente diferentes. Fiquei muito feliz com isso, pois no casting tinha modelo alto, magro, gordo, baixo, preto, branco… todos completamente diferentes e ali, juntos, reunidos, fazendo dar certo. 

Acredito que eu recebi o convite por apresentar traços latinos e extremamente marcados e marcantes, como a sobrancelha, a mandíbula… esteticamente foi isso.

Além dos seus traços físicos, você acredita que suas características pessoais também influenciaram na escolha?

Acredito que os traços físicos são só a pontinha do iceberg. Todo mundo que foi selecionado para fazer este trabalho tinha alguma coisa que sabia fazer de diferente. Eu, por exemplo, sempre fui muito ligado à música, à arte, à pintura, ao desenho. Então acho que talvez isso, além dos fatores físicos, tenha sido um fator que me colocou no casting.

Sobre sua campanha com a Gucci: o que era moda para você antes dela e o que é hoje?

Eu sempre encarei tudo o que eu fiz com muita seriedade, porque eu sabia que tudo o que eu fizesse me levaria a algum lugar. Mas depois desse trabalho eu tive mais gana de estudar, de saber, de entender sobre designers, fotógrafos e minhas expressões faciais e corporais. Essa vontade se reacendeu dentro de mim.

Como a moda e a beleza podem ajudar o mundo a ser um lugar melhor? Já que essa claramente é uma pegada da Gucci.

Eu acho que hoje a moda está num lugar de acolhimento, deixou de ditar um padrão. O preconceito ainda existe mas, em comparação há alguns anos atrás, tá tudo tudo muito diferente, mais abrangente. Acredito que as pessoas têm mais liberdade de ser o que elas são e vestir o que elas querem.

Quais os seus planos daqui pra frente?

Estudar cada vez mais! Estudar inglês, inclusive, porque eu almejo muito uma carreira internacional, quero muito morar fora. Por enquanto, continuo trabalhando na Calvin Klein Parque Shopping, em Maceió, que é um lugar que me acolheu super bem; mas a partir do momento em que o chamado for dado, eu vou focar ainda mais na carreira e mergulhar de vez no que eu quero fazer, que é modelar.

Deixaria algum recado para quem nos lê?

Sim! Acreditem no potencial de vocês, acreditem que podem chegar onde quiserem – com muito trabalho duro, correndo atrás, dando a cara a tapa. Precisamos lembrar que podemos fazer tudo, mas tudo depende da gente. Você pode ter a melhor oportunidade do mundo e não conseguir aproveitá-la ou ter uma micro chancezinha de fazer acontecer e isso virar algo gigantesco, que muda uma vida. Acreditem.

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